"A vida é aquilo que você faz daquilo que te fizeram"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A condição - algo que eu venho me acostumando e me perturbando


É doloroso não ter controle sobre o próprio corpo e/ou mente. Se nem isso nos é certo como podemos nos sentir seguros quanto a qualquer outra coisa? Não só o futuro é confuso e sombrio, mas nós mesmos o somos. É difícil não entrar em pânico ou controlar o sentimento de impotência. Quem convive bem próximo a nós também se sente assim, mas pode ter certeza, há poucas coisas piores do que ser o vilão da história, o causador de dor e preocupação, o irreparável e sem solução.

É fácil dizer "não se odeie", mas aqui dentro só há lugar para esse sentimento quando eu vejo alguém que amo chorando. Não há quase nada tão puro quanto o ódio que sinto por mim mesma. Tenho vontade de pedir licença por existir, desculpas por respirar. Eu me sinto e sou tão errada e todos estão sempre tentando tanto me "curar", me tornar o mais normal possível, me consertar, que eu me sinto culpada pelo fracasso deles como se não estivesse dando meu melhor, como se tivesse escolhido ser assim, como se estivesse esquecendo de fazer alguma coisa. Mas o pior é que eu não estou, o pior é que eu faço tudo o que posso fazer e de nada adianta. Isso é loucura, as vezes me pergunto o que está havendo, para onde estou indo. Todos querem tanto me mudar, há algo de errado nisso, não? Se ninguém tem o poder de mudar ninguém, por que tentam comigo?

Por pior que eu seja, por mais errada e doente que eu seja, eu sou assim, não sou? Não há solução, simplesmente não há. Não importa muito quantos remédios eu tome, os sintomas sempre voltam, eles sempre voltam. Cada vez mais eu me acostumo com essa condição, cada vez mais eu me conheço (e me desconheço), apesar de sempre surgir um pequeno novo sintoma e isso no começo ser assustador e confuso, no fim eu sempre acabo aceitando, me acostumando. Não há muito mais a ser feito.

Cada vez mais eu entendo que uma melhora sempre vem acompanhada de uma piora e vice versa. Cada vez mais eu entendo que minha vida vai ser sempre extremamente delicada e complicada, que eu tenho tido realmente muita sorte, porque a qualquer momento eu posso perder tudo. E cada vez mais eu aprendo a deixar o máximo possível as pessoas a minha volta fora disso, cada vez mais eu aprendo a me esconder, fingir e fugir, mas aqui dentro, eu sei, eu sinto, eu sempre vou ser a mesma. Ou melhor! Eu nunca vou ser a mesma.

E não há certeza nenhuma na vida, a não ser que tudo pode piorar. Sempre piora. Que venha o inferno, vamos ver o quão forte será dessa vez. Os otimistas dizem que os problemas nos fazem forte, quem me dera. Eu sou a prova viva que não, com certeza não.

5 comentários:

@angelinaabc disse...

vc existe mesmo ?

@angelinaabc disse...

vc existe mesmo ou são apenas textos tirados de algum lugar ??

Sáh disse...

sim Oo eu existo LOLZ todos os textos são produzidos por mim. Sabrina Silva, 18 anos, estudante universitária, borderline.

Bia disse...

Nossa! Este texto me tocou muito. Quando era mais nova me sentia e vivia de uma forma parecida.

Adorei muito!! Acho q vou levar para minha psicóloga ver...

Sáh disse...

mto obrigada! Fico feliz que você tenha gostado... Sinto muito por você já ter se sentido assim.

Espero que sua psicóloga goste também ^^

bjos e volte sempre.