"A vida é aquilo que você faz daquilo que te fizeram"

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

De novo, de novo, de novo.



O tempo passa, erros se repetem, pessoas vivem me decepcionando o tempo inteiro. Pequenas desculpas, pequenas mentiras, eu sorrio enquanto tenho certeza que dificilmente algo ou alguém vale a pena. Claro que aceito todas essas desculpas inúteis, o que mais posso fazer afinal? Está sempre tudo ótimo, eu adoro me fingir de idiota enquanto sinto minha alma se tornar cada vez mais escura e distante. Está tudo bem. Nada que eu já não esperasse. As vezes me pergunto o que as pessoas pensam de mim. Quero dizer, não é só porque eu tenho dificuldades em mostrar o que eu sinto que isso signifique que eu não tenha sentimentos. Sei que é difícil perceber, mas eu não sou um brinquedinho que você possa tirar da estante e brincar quando bem entende.

No fim sempre tenho a impressão que me esforço para nada, que passo a vida dando chance para as pessoas erradas. Não sei. Não sei o que fazer. A verdade é que não importa o que aconteça ou como eu me mostre por fora, aqui dentro eu continuo a mesma, sempre a mesma. Passei a vida inteira cercada de mentirar, e quando pensei ter me livrado delas, entrei em outra, por quase um ano e meio acreditando que uma pessoa poderia me salvar, me mudar, me dar forças. É ridículo. Nenhuma pessoa tem esse poder, eu sei disso, a não ser, em tese, a própria pessoa quando diz respeito a ela mesma. No meu caso nem isso. E aqui estou eu, empurrando toda minha dor para dentro do armário no fundo da minha mente, como sempre, só para ver ele explodir um dia. Um dia qualquer, tanto faz. Por enquanto estou adiando a dor, as lágrimas, enquanto é possível, enquanto outras coisas me distraem. É tudo incerto de mais, instável de mais. Outro dia pensei que seria feliz mesmo frente a todas essas minha dificuldades, então minha psicóloga perguntou se eu realmente estava bem em viver assim instável, assim incerta, assim meio sem nada, sem objetivo, razão, qualquer coisa. Não... Não está tudo bem. É óbvio que não está tudo bem.

Estou cansada. Não que isso seja novidade. Está claro em minha mente que algo se foi, algo muito valioso, algo que eu demorei muito tempo para conquistar... E não há muita coisa que eu possa fazer. As pessoas são cruéis, as pessoas não se importam, pisam uns nos outros como animais. Tenho certo medo delas, certo receio. Está difícil para mim continuar, assim, desse jeito, sem coisa alguma. Não sei onde estou, para onde vou, nada. Insisto que preciso de alguém, que preciso de ajuda, aqui, calada em meu canto, enquanto não movo um músculo para meu próprio bem, em meio a essa pilha de contradições e lágrimas. Nada parece certo. Tenho medo. Quando isso vai terminar? Quando poderei levantar da cama sem o medo de não saber se continuarei a mesma até me deitar de novo? Nunca, provavelmente. Quanto tempo dura o nunca? Quanto tempo? Eu realmente preciso de algo, aqui e agora. Sabe-se lá o que, só algo que me mantenha inteira, de algum jeito.

2 comentários:

Melissa disse...

Você escreve, mas é como se eu sentisse o mesmo, inseguranças, raivas, medos, mentiras, alguns pensamentos e até mesmo as dores sentimentais.

Não é só pela leitura, mas pelas coincidências causais diárias e até mesmo alguns erros.

Às vezes a sensação é de estar sendo vigiada, e outras, é de parecer que somos controladas, "tipo The Sims".

Melissa

Sáh disse...

Sinto muito por sentir o mesmo que eu, ou passar por situações parecidas. Não desejo isso para ninguém. Mas acho que é bom encontrar pessoas que passam pelas mesmas dificuldades que nós... Nos ajuda a não nos sentirmos tão sozinhos.

De qualquer jeito, estou aqui sempre que quiser conversar. Meu email está logo ali do lado. Volte sempre!

Abraços,
Sah.